quarta-feira, outubro 27

O "Pai" do Slap

Larry Graham

O multi instrumentista Larry Graham, nasceu em Beaumont, Texas, nos Estados Unidos, em 14 de agosto de 1946. Filho único de mãe pianista e pai guitarrista de jazz, Larry sempre teve uma forte relação com a música. Aos 5 anos aprendeu sapateado e aos 7 anos já aprendia piano com sua avó.


Aos 11 anos, seu pai lhe apresentou a guitarra elétrica e, aos 13 anos, já tocava também bateria, clarinete e saxofone, criando sua primeira banda de rock, "The Five Riffs". Aos quinze anos, já tocava em clubes noturnos, com o "Trio Dell Graham", que tinha sua mãe ao piano e Larry tocando guitarra. 


Tempos depois, quando já tocava baixo elétrico, ele e a mãe formaram uma dupla. Era só o piano e o baixo de Larry. Para compensar a falta de um baterista, tratou de ser criativo e começou a bater com o polegar nas cordas mais graves do baixo fornecendo assim, os elementos de percussão do bumbo. Simultaneamente usava o indicador ou médio dedilhando as primeiras cordas. Assim, dizem que Larry foi o criador do famoso "slap-pop", também chamado hoje de "slapping" ou "slap". Ou, como o próprio Larry chamava, "Thumpin' and Pluckin'".


Uma assídua frequentadora das apresentações da dupla ficou tão impressionada com o estilo de Larry, que telefonou a um músico e editor musical, Sly Stone, insistindo para que o ouvisse. Em 1966, Larry Graham recebeu proposta para tocar como baixista na banda de funk music "Sly & the Family Stone". O "slap" é usado até hoje por artistas como Bootsy Collins, Alain Caron, Flea, Peter Hook, Victor Wooten, Hellborg Jonas, A. Kim Clarke (Defunkt), Marcus Miller, Stanley Clarke, entre muitos outros. 


Mas o líder da banda, Sly Stone, se entregou ao vício das drogas e o grupo acabou tempos depois. Com o fim da "Sly & the Family Stone", Larry formou sua própria banda, a "Graham Central Station". O nome é um trocadilho com a Grand Central Station, a estação de trem localizada no bairro de Manhattan, Nova York. A "Graham Central Station" foi uma banda de sucesso na década de 1970, incluindo "Hair". 


Em 1975 Larry foi batizado como Testemunha de Jeová. O que Larry aprendia na nova fé que proferia, começava a evidenciar-se nas capas dos disco de alguns dos álbuns produzidos pela sua banda. A capa do álbum de 1976, intitulado "Mirror", apresentava fotografias dos membros da banda. Num lado apareciam com cabelos compridos, óculos escuros, e roupas excêntricas, ao passo que no outro lado, numa imagem refletida, apresentavam-se de modo formal com cabelos mais curtos e estilos de roupa mais modestos. O álbum incluía a música "Forever", cuja letra era dedicada à esperança de rever o pai na ressurreição, segundo a perspectiva de vida eterna ensinada por sua nova religião. 


Em 1979, mudou-se para Los Angeles, para uma mansão onde instalou o seu próprio estúdio de gravação. Ali gravou cinco álbuns solo, com sucesso. O primeiro disco gravado em estúdio próprio foi "One in a Million You". Bem recebido pela crítica e público, o álbum vendeu mais de um milhão de cópias e alcançou a nona posição na Billboard de 1980.


Em 1985 vendeu sua luxuosa mansão e os vários automóveis que possuía. Passou a morar numa modesta casa da cidade. Em um artigo de revista, Larry afirmou que, embora ainda trabalhasse como músico, sua grande alegria era servir como evangelizador e ver a sua filha progredir na aprendizagem da Bíblia. No final dos anos 90, gravou um novo álbum com a "Graham Central Station" que, então, era formada por novos integrantes. Dois deles eram antigos colegas da "Sly & the Family Stone": Cynthia Robinson e Jerry Martini. Em 2000, acompanhou Prince, atuando como baixista.


Discografia:


Com a Sly & The Family Stone
  • 1967 A Whole New Thing
  • 1968 Dance to the Music
  • 1968 Life
  • 1969 Stand!
  • 1970 Greatest Hits
  • 1971 There's a Riot Goin' On


Com a Graham Central Station
  • 1974 Graham Central Station (Warner Bros.)
  • 1974 Release Yourself (Warner Bros.)
  • 1975 Ain't No 'Bout-A-Doubt It (Warner Bros.)
  • 1976 Mirror (Warner Bros.)
  • 1977 Now Do U Wanta Dance (Warner Bros.)
  • 1978 My Radio Sure Sounds Good to Me (Warner Bros.)
  • 1979 Star Walk (Warner Bros.)
  • 1992 Live In Japan
  • 1996 Live In London
  • 1998 Back By Popular Demand
  • 1996 The Best of Larry Graham and Graham Central Station, Vol. 1 (Warner Bros.)


Álbuns solo
  • 1980 One in a Million You
  • 1981 Just Be My Lady
  • 1982 Sooner or Later
  • 1983 Victory
  • 1985 Fired Up


Singles
  • 1980 Onde In Million You
  • 1980 When We Get Married
  • 1981 Guess Who
  • 1981 Just Be My Lady
  • 1982 Don't Stop When You're Hot
  • 1982 Sooner Or Later
  • 1983 I Never Forget Your eyes

Textos e Fonte: Wickipedia
Pesquisa e redação final:CrisViduani













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segunda-feira, outubro 25

A 1ª Dama do Baixo

Carol Kaye

Carol Kaye nasceu em 24 de março de 1935, em Everett, Washington, nos Estados Unidos. Está na cena musical como baixista de estúdio desde 1950. É a mais produtiva da história, já tendo participado de aproximadamente 10.000 gravações. Além de baixista, Carol também toca guitarra.


Ela cresceu pobre, perto do porto de Los Angeles, mas em 1949, com apenas 14 anos de idade, já dava aulas de guitarra profissionalmente. Ao longo da década de 1950, Kaye tocava guitarra "jazz bebop" em dezenas de casas noturnas ao redor de Los Angeles. O estúdio surgiu por acaso em sua vida, em 1957, através do cantor e compositor Samuel Cooke (Sam Cooke). Foi assim que Carol começou a ter um salário certo e razoável, pela primeira vez na vida. Alguns anos mais tarde, quando um baixista faltou à uma gravação da Capitol Records, em Hollywood, ela foi convidada para preencher a vaga, fazendo o que era habitualmente chamado de "baixo Fender".


Ao longo da década de 1960, tocou contra-baixo em um número bastante significativo de gravações e seu nome estava constantemente aparecendo no "Hot 100 da Billboard". Carol tocou baixo em muitas gravações dos Beach Boys, incluindo "Good Vibrations", "Help Me Rhonda", "Sloop John B" e "California Girls". Gravou com duas vezes com Frank Zappa ("Freak Out!" e "Absolutely Free")Trabalhou no malfadado, mas lendário, projeto "Smile" do músico Brian Wilson e esteve presente na sessão "quente", no final de novembro de 1966, quando Wilson declarou que pediu aos músicos do estúdio para usarem chapéus de fogo de brinquedo, mas essa é uma outra história... O trabalho de Kaye também aparece na televisão e, então, se torna conhecida pelas trilhas sonoras de filmes dos anos 1960 e início dos anos 1970.


No começo do ano de 1969, escreveu "Como Tocar Baixo Elétrico", o primeiro de muitos livros tutoriais sobre "os graves". Deu aulas para milhares de estudantes, incluindo John Clayton, Mike Porcaro, Alf Clausen, David Hughes, Tony Sales, EH Karl Seigfried, Vogt Hungate Roy e David. Carol aposentou-se do trabalho em estúdio durante os anos 1970 por causa da artrite. Mais tarde, ela voltou a atuar como instrumentista, intérprete de jazz ao vivo e continuou como professora de baixo e guitarra, dando seminários e entrevistas. Em 2010 Carol foi tema de uma canção tributo, tendo seu nome como título da música no album "July Flame", de Laura Veirs.


Discografia:


Carol Kaye tocou em centenas de gravações lançadas comercialmente, além de trilhas sonoras. As listas abaixo representam apenas uma pequena fração de seu trabalho. A discografia completa pode ser encontrada no website oficial da instrumentista.


Parte dos créditos em singles como contra-baixista
  • Good Vibrations (The Beach Boys)
  • Soul Reggae (Charles Kynard)
  • Andmoreagain (Love)
  • Homeward Bound (Simon and Garfunkel)
  • California Girls (The Beach Boys)
  • Sloop John B (The Beach Boys)
  • Help Me, Rhonda (The Beach Boys) 
  • Heroes and Villains (The Beach Boys)
  • Natural Man (Lou Rawls)
  • Come Together (Count Basie)
  • Feelin' Alright (Joe Cocker)
Parte dos créditos em álbuns como contra-baixista
  • 1965 Freak Out! (Frank Zappa & The Mothers of Invention)
  • 1966 Absolutely Free (Frank Zappa & The Mothers of Invention)
  • 1968 Song of Innocence (David Axelrod)
  • 1968 Release of an Oath (The Electric Prunes)
  • 1968 There's A Whole Lalo Schifrin Goin' On (Lalo Schifrin)
  • 1969 Songs of Experience (David Axelrod)
  • 1971 Dirty Harry (Lalo Schifrin)
  • 1999 Thumbs Up (Ray Pizzi, Carol Kaye, Mitch Holder)
Texto e Fonte: www.carolkaye.com
Wickipedia
Redação final e tradução livre: CrisViduani


Abaixo dois vídeos: o primeiro, do álbum "Picking Up On The E-String" apenas com o áudio e o segundo em mais recente apresentação ao vivo. O segundo não tem uma boa qualidade de áudio, mas vale o registro.



















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Baixista Acidental

Stanley Clarke

Stanley Clarke nasceu em 30 de junho de 1951, em Philadelphia, Pennsylvania, Estados Unidos. É multi instrumentista e além do baixo elétrico, toca também "double bass", baixo acústico, guitarra, piano e órgão. E ainda canta. Atua na música desde 1966.


Ele foi apresentado ao contra-baixo "acidentalmente", quando ainda era um menino. Chegando atrasado à aula de música, os instrumentos já haviam sido distribuídos e o baixo foi um dos poucos instrumentos que restaram. Assim, ele não teve outra alternativa a não ser começar a praticar neste instrumento (sorte nossa!). 


Clarke estudou na Roxborough High School e é graduado pela Academia de Música da Filadélfia (que foi absorvida pela University of the Arts em 1985). Mudou-se para Nova York em 1971. Na época era um adolescente magricela recém formado da, então, Philadelphia Musical Academy. Chegando na "Big Apple", imediatamente começou a trabalhar com os bandleaders famosos, tais como: Horace Silver, Art Blakey, Dexter Gordon, Joe Henderson, Pharaoh Saunders, Gil Evans, Stan Getz e o jovem pianista e compositor, Chick Corea. Todos estes músicos reconheceram imediatamente a destreza e musicalidade de Clarke no baixo acústico.


A partir de 1980, Clarke teve muito de sua energia voltada para TV e cinema, tendo assinado várias composições de trilhas sonoras. Em outubro de 2006, Clarke foi homenageado com o Prêmio revista Bass Player's Lifetime Achievement. Os Baixistas Marcus Miller e Victor Wooten apresentaram o prêmio em uma cerimônia no New York Broadway Hotel.  Vencedor de diversos prêmios Grammy, Clarke foi o primeiro "Jazzman do Ano" para a revista Rolling Stone, venceu o "Melhor Baixista" da revista Playboy por 10 anos consecutivos e é membro da revista Guitar Player "Gallery of Greats". Ele foi homenageado com a chave da cidade da Filadélfia e "carimbou" as mãos no cimento em 1999, no Hollywood Walk of Fame, em Sunset Boulevard. Em 2004, ele foi apresentado pela publicação Los Angeles Magazine como uma das 50 pessoas mais influentes do mundo da música.


Discografia:


A discografia de Staley Clarke é bastante extensa. Aqui listamos apenas alguns de seus trabalho solo. A discografia completa pode ser encontrada no website oficial do artista.
  • 1973 Children of Forever (Polydor)
  • 1974 Stanley Clarke (Nemperor) 
  • 1975 Journey to Love (Nemperor) 
  • 1976 School Days (Nemperor)
  • 1978 Modern Man (Nemperor)
  • 1979 I Wanna Play for You (Nemperor)
  • 1980 Fuse One (CTI)
  • 1980 Rocks, Pebbles and Sand (Epic) 
  • 1981 The Clarke/Duke Project, Vol. 1 (Epic)
  • 1982 Let Me Know You (Epic)
  • 1983 The Clarke/Duke Project, Vol. 2 (Epic)
  • 1984 Time Exposure (Epic)
  • 1985 Find Out! (Epic)
  • 1986 Hideaway (Epic)
  • 1988 If This Bass Could Only Talk (Portrait)
  • 1989 '3' (Epic)
  • 1991 Live 1976-1977 (Epic)
  • 1992 Passenger 57 (Epic)
  • 1993 East River Drive (Epic)
  • 1993 Live at the Greek (Epic)
  • 1994 Live at Montreux (Jazz Door)
  • 1995 The Rite of Strings (Gai Saber)
  • 1995 At the Movies (Epic Soundtrax) 
  • 1997 The Bass-ic Collection (Sony)
  • 2003 1,2,To The Bass (Sony)
  • 2007 The Toys of Men (Heads Up)
  • 2009 Jazz in the Garden (Heads Up)
  • 2010 The Stanley Clarke Band (Heads Up)
Texto e Fonte: www.stanleyclarke.com
Wickipedia
Redação final e livre tradução: CrisViduani







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