sexta-feira, outubro 22

O "Peixe" Genial

Chris Squire

Chris Squire nasceu em 4 de março de 1948, em  Kingsbury, subúrbio de Londres, Inglaterra. Ficou mundialmente conhecido como o contra-baixista da banda de rock progressivo "Yes", aliás, uma das minhas favoristas no estilo. É o único integrante da banda presente em todos os albuns lançados pelo grupo. Mas além de baixista, Squire também toca guitarra e teclado, além de cantar.


Filho de taxista e dona-de-casa, ele começou sua carreira musical no porão da igreja Saint Andrew, junto com seu amigo Andrew Jackman, onde ensaiva músicas sacras. 
Quando tinha cerca de dezesseis anos, ao ouvir The Beatles e Paul MacCartney, foi levado a considerar uma real carreira musical assumindo o contra-baixo elétrico como seu instrumento. 


Em 1964, quando estudava na Haberdashers 'Aske's Boys' School, foi suspenso das aulas por "ter cabelo comprido", e lhe foi dado dinheiro para que cortasse as 'longas madeixas'. Mas Squire não aceitou a atitude da direção. Ao invés disso ele foi para casa, usou o dinheiro para outras coisas, e nunca mais voltou à escola.


Durante os anos 1960 gostava de "viajar" usando LSD, até que um incidente em uma dessas "viagens" o levou ao hospital. Squire diz que foi a última vez que usou o ácido. Segundo ele, "por uns dias não sabia onde eu estava, quem eu era, ou sequer quem eram as pessoas à minha volta." Depois disso, Squire passou meses trancado no apartamento de sua namorada, com medo de sair e nunca mais usou a droga. Foi neste período que ele desenvolveu seu magistral estilo no baixo. Estilo este reconhecidamente agressivo, dinâmico e melódico. O principal contra-baixo de Squire é um Rickenbacker (RM1999, número de série DC127), que ele possuiu e toca desde 1965.


Chris Squire é conhecido pelo apelido de "Fish" (peixe), associado a muitas de suas obras, incluindo seu primeiro disco solo, lançado em 1975, "Fish Out of Water" (Peixe Fora d'Água). Além do album solo, o apelido também vem de seu signo astrológico, que é Peixes e ele, aparentemente, acredita em astrologia. Dizem ainda, que ele pode ter ganho o apelido por causa do tempo que gasta no banho. No documentário de 2007 "A Classic Artists Series 3: Yes", Bruford diz que o apelido surgiu porque Squire passou longos períodos no chuveiro enquanto eles dividiam uma casa juntos em Fulham.


Discografia: Squire participou de toda a extensa discografia do "Yes", e ainda:


Solo
  • 1975 Fish Out of Water 
  • 1981 Chris Squire & Alan White - Run With the Fox 
  • 2007 Chris Squire's Swiss Choir 
Com "Conspiracy"
  • 2000 Conspiracy
  • 2003 The Unknown 
Participações Especiais
  • 1974 Eddie Harris - E.H. In the U.K. 
  • 1987 Esquire - Esquire (apenas backing vocal)
  • 1990 Rock Aid Armenia - The Earthquake Album
  • 1973 Rick Wakeman - The Six Wives of Henry VIII 
  • 1977 Rick Wakeman - Criminal Record 
  • 1992 Rick Wakeman - The Classical Connection II 
  • 1995 World Trade - Euphoria 
  • 2002 Pigs & Pyramids (vários artistas tocando Pink Floyd)
  • 2002 Gov't Mule - The Deep End, Volume 2 
  • 2009 Steve Hackett - Out of the Tunnel's Mouth 
Texto e Fonte: www.chrissquire.net
Wickipedia
Redação final e tradução livre: CrisViduani


Curta o telento de Chris Squire com Yes.






Fale Com a Cris

Talento Brasileiro

Nico Assumpção


Antônio Álvaro Assumpção Neto, mais conhecido no meio musical como Nico Assumpção, nasceu na cidade de São Paulo, em 13 de agosto de 1954 e morreu prematuramente, aos 47 anos, em 20 de janeiro de 2001, vítima de câncer, no Rio de Janeiro.


Na casa da família Assumpção, a música sempre esteve presente, sendo o jazz uma das principais paixões do pai de Nico, que comprava discos importados através de catálogo. Na década de 50 e 60 era muito comum o empresário de um um músico internacional em turnê no Brasil, levá-lo para jantar na casa de uma família bem sucedida, cujo anfitrião fosse conhecedor sua música e pudesse acolhê-lo com mais hospitalidade. A família de Nico era uma dessas, e seu pai, que tinha influência junto a esses empresários como Roberto Corte Real, sempre oferecia sua casa, fazendo com que Nico estivesse em contato com diversos músicos, como Frank Sinatra Jr., que visitou a casa da família durante sua passagem pelo Brasil em 1966.


Na casa onde moravam havia um móvel onde os discos eram guardados. Já aos 2 anos Nico alcançava a parte de baixo desse móvel e pedia para ouvir os discos do Michel Legrand, pianista, compositor e arranjador francês, que tornou-se um de seus grandes amigos anos mais tarde.


Aos 9 anos, Nico já aprendia a tocar violão através das aulas que tinha com o músico Paulinho Nogueira. Aos 13 anos já tocava em uma “banda de garagem”, covers dos "Beatles", grupo que gostava muito. Mas como baixista da banda costumava faltar aos ensaios com frequência. 


Demonstrando um interesse maior pelos arranjos das músicas instrumentais, Nico trocou o violão pelo  baixo elétrico. A partir daí, dedicou-se somente ao baixo, estudou com Amilton Godoy e Luiz Chaves (Zimbo Trio), na escola de música CLAM, onde também teve aulas de baixo acústico. Algum tempo depois, Nico foi convidado para dar aulas de baixo elétrico e baixo acústico na mesma escola onde estudava. 


Em 1976, aos 22 anos, mudou-se para Nova Iorque para aprofundar seus estudos, onde tocou com o grupo do pianista Don Salvador e o saxofonista Charlie Rouse, o que lhe abriu as portas para tocar com alguns dos mais importantes músicos de Jazz, entre eles Fred Hersh, Larry Willis, John Hicks, Steve Slagle, Victor Lewis entre outros.


De volta ao Brasil em 1981, lançou o primeiro disco brasileiro de contrabaixo solo, chamado "Nico Assumpção" - Selo Independente. Em 1982, já morando no Rio de Janeiro, tornou-se um dos músicos mais requisitados do País, para se apresentar tanto ao vivo como tocar em estúdios, tendo participado da gravação de mais de 400 albuns e de vários shows.


No cenário internacional, Nico tocou e gravou com alguns dos mais expressivos e reconhecidos músicos, entre eles: Kenny Barron, Billy Cobham, Larry Coryell, Joe Diorio, Eliane Elias, Ronnie Foster, Frank Gambale, Joe Henderson, Lee Konitz, Michel Legrand, Harvey Mason, Pat Metheny, Airto Moreira, Flora Purim, Ernie Watts, Sadao Watanabe e Phil Woods.


No Brasil, Nico teve expressivas participações em albuns de vários artistas como Milton Nascimento, João Bosco, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Wagner Tiso, César Camargo Mariano, Maria Bethania, Márcio Montarroyos, Raphael Rabello, Edu Lobo, Léo Gandelman, Toninho Horta, Victor Biglione e muitos outros.


Em 20 de janeiro de 2001 Nico faleceu, por causa de um câncer originado no pulmão. Suas cinzas foram depositadas na lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, onde Nico se exercitava diarimanete em sua bicicleta. Nesse local, há uma placa em sua homenagem, colocada sob uma árvore, com o nome "Recanto Nico Assumpção".


Texto e Fonte: www.nicoassumpcao.com.br
Wickipedia
Redação final: CrisViduani


Infelizmente não encontrei uma discografia de Nico Assumpção disponível, a não ser o disco já citado, "Nico Assumpção", lançado em 1981. Se alguém souber ou conhecer mais gravações próprias do artista, entre em contato através dos comentários ou do link "Fale Com a Cris", logo abaixo desta postagem. Obrigada...  :)


Pra compensar, deixo algumas gravações disponíveis em vídeo. Na primeira delas, a qualidade não está muito boa, mas vale como registro. Aproveitem pra conhecer um pouco mais deste fantástico contra-baixista, que não pode, nem deve, ser esquecido por nós.














Fale Com a Cris

quinta-feira, outubro 21

O Lado "Zen" do Baixo

John Myung


Filho de pais coreanos, John Ro Myung, ou apenas John Myung, nasceu em 24 de janeiro de 1967, em Chicago, Illinois, nos Estados Unidos. Cresceu em Long Island, Nova York. É um excepcional contrabixista e membro fundador da banda de metal progressivo "Dream Theater". Atua profissionalmente no cenário musical desde 1985.


Myung sempre foi ligado em música e aos 5 anos já tocava violino e assim seguiu até ser chamado para tocar contra-baixo em uma banda local quando tinha 15 anos. Daí para frente nunca mais largou o instrumento de sons graves e riquíssimos.


Quando terminou o Ensino Médio, se matriculou na Berklee College of Music juntamente com seu amigo John Petrucci. foi lá que encontraram Mike Portnoy (baterista). Os três formaram a banda "Majesty", da qual também faziam parte o tecladista Kevin Moore e o vocalista Chris Collins. Mais tarde a banda ia se tornar o "Dream Theater".


Myung tem a reputação de membro "misterioso" do Dream Theater, por causa da "paciência oriental" que traz nas veias. Realmente ele é muito calmo (especialmente se o compararmos a Mike Portnoy). Discreto, raramente chama a atenção para si em vídeos ou shows. Por vezes isto leva algumas pessoas a não conhecerem bem este extraordinário instrumentista. 


Muyng tem lá suas "esquisitices" como todo mundo... Tanto Kevin Shirley (no Metropolis 2000: Scenes From New York DVD), bem como ex-tecladista Derek Sherinian (em seu site) dizem que Myung é o único músico que conhecem que toca para "esfriar" antes de uma apresentação. Enquanto todos tocam para "aquecer" antes de um show. Ele já foi visto "praticando" apenas alguns minutos antes da banda subir ao palco. E o mais engraçado, se é que podemos dizer isso, é que ele continua tocando depois do show, para novamente "desaquecer".


A fama de sua personalidade "misteriosa" foi reafirmada quando, em um show na Alemanha, ele veio até James LaBrie e o derrubou com um empurrão ao "estilo futebol americano", provocando muita confusão na platéia e entre os membros da banda. O movimento brusco ficou conhecido como "Myung Tackle". Mais tarde foi revelado no Lifting Shadows (biografia da banda), que Myung foi desafiado a derrubar James LaBrie no palco "por uns cem dólares, e ninguém acreditou que ele tivesse coragem". Depois do susto, a cena deve ter provocado risos...


Apesar de ter no Dream Theater seu principal foco musical, Myung já participou de vários outros projetos em sua carreira. O primeiro deles foi com a banda pop progressiva "Platypus", com Rod Morgenstein, Ty Tabor e o ex-membro do Dream Theater, Derek Sherinian. Ele também participa do "Jelly Jam", com os mesmos integrantes do Platypus, porém sem Sherinian.


Foi influenciado por vários excelentes músicos, entre eles Chris Squire, Steve Harris, Geddy Lee, Peter Gabriel, Yes, Iron Maiden e Rush entre outros. Benditas influências, diga-se de passagem... Myung toca ainda, violino, guitarra e teclado.


Discografia:
  • 1985 The Majesty Demos (Dream Theater)
  • 1989 When Dream and Day Unite (Dream Theater)
  • 1992 Images and Words (Dream Theater)
  • 1993 Live At The Marquee (Dream Theater)
  • 1994 Awake (Dream Theater)
  • 1995 A Change of Seasons (Dream Theater)
  • 1997 Falling Into Infinity (Dream Theater)
  • 1998 Once In A LIVEtime (Dream Theater)
  • 1999 When Pus Comes to Shove (Platypus)
  • 1999 Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory (Dream Theater)
  • 2000 Ice Cycles (Platypus)
  • 2000 Gordian Knot Album (Gordian Knot)
  • 2001 Live Scenes From New York (Dream Theater)
  • 2002 The Jelly Jam (The Jelly Jam)
  • 2002 Raising the Mammoth (Explorers Club)
  • 2002 Six Degrees of Inner Turbulence (Dream Theater)
  • 2003 Train Of Thought (Dream Theater)
  • 2004 The Jelly Jam 2 (The Jelly Jam)
  • 2004 Live At Budokan (Dream Theater)
  • 2005 Octavarium (Dream Theater)
  • 2006 Score (Dream Theater)
  • 2007 Systematic Chaos (Dream Theater)
  • 2007/2008 Chaos in Motion (Dream Theater)
  • 2009 Black Clouds & Silver Linings (Dream Theater)
  • 2009 Wither (Dream Theater)
Textos e Fonte: Wickipedia
Redação final e tradução livre: CrisViduani
Website oficial da banda: www.dreamtheater.net

No vídeo babixo você poderá ter uma noção da técnica apuradíssima e admirável de Myung, que usa o baixo inclusive como instrumento harmônico.








Fale Com a Cris